São quatro, quatro mil ou quatro milhões de sensações quando pretendo percorrer os sentidos na sua forma abstracta.
O sentido da Terra é a demonstração mais humana da minha grandeza. A mesma terra que domina a vida e é dela que conscientemente dependo. Arrasto os pés no chão para me sentir vivo, para acreditar que existem outros seres vivos e que a ilusão me preenche com uma vasta planície
Acredito na partida. Não domino os sentimentos que enrolam a partida, num misto de tristeza e de profunda nostalgia. Mas alguém criou os instrumentos necessários e são eles que de forma soberba nos mostram as portas dos reinos e de terras distantes. E a ouvir a terra, que mesmo distante, não deixa de me envolver. É gente que pretendo ser. Gente que domina por completo o espaço e o tempo e que sabe que tudo gira em torno deste.
Que tempo me espera no futuro? Serão os cheiros, as formas a luz que vou continuar a sentir? Esta sensação de estar parado a sentir o espaço que se altera.
Tudo o que me envolve é luz é imaginação. Contas de cores garridas que se perdem no contar do tempo. Jogo com sentidos que se unem à terra e à vida
Sentir é olhar o oriente longínquo e a proporção divina do recorte.Tudo é sonho, ciência e magia. Tudo é vida.
16.1.08
palavras por dizer
deixa que abrace, que te embarace
com o disparate de te ter
a meu lado
de sentir esta terra
percorrendo os meus passos
com o horizonte por companhia
deixa ser a tua lua
que ilumina o teu rosto
com a luz das minhas palavras
deixa-me voar
por cima das árvores
deixa-me partir por esta estrada
quero-te bem
com o disparate de te ter
a meu lado
de sentir esta terra
percorrendo os meus passos
com o horizonte por companhia
deixa ser a tua lua
que ilumina o teu rosto
com a luz das minhas palavras
deixa-me voar
por cima das árvores
deixa-me partir por esta estrada
quero-te bem
16.7.07
chora
Chora
a nossa alma quando se
perde-se no sonho
na corda bamba
de um equlibrista
Sonha o amor
com a mancha da solidão
no coração amargo
de um amor
a nossa alma quando se
perde-se no sonho
na corda bamba
de um equlibrista
Sonha o amor
com a mancha da solidão
no coração amargo
de um amor
18.4.07
4.4.07
paixão
23.3.07
bem-me-quer
quem me conhece?
disfarçado de animal
tão pouco real!
quem me quer?
disfarçado de flor
mal me quer.
quem me vê?
num lago azul
cheio de sombras.
ninguém?
ainda bem...
disfarçado de animal
tão pouco real!
quem me quer?
disfarçado de flor
mal me quer.
quem me vê?
num lago azul
cheio de sombras.
ninguém?
ainda bem...
19.3.07
não tenho o prazer
13.3.07
ruina
perde-se o tempo
numa ruína desejada
criou-se o mar para navegar
sentimos o vento ...
com ele a esperança
mas de nada serve
se não te posso amar
numa ruína desejada
criou-se o mar para navegar
sentimos o vento ...
com ele a esperança
mas de nada serve
se não te posso amar
26.1.07
24.1.07
eu nem sei
abri os braços
junto ao abismo
do mais profundo do olhar
- sabes, sei voar!
desejo que sejas uma ave do paraíso
e salto, no mais profundo abismo
- sabes, nem sei sequer abrir as asas.
sustenho o ar e o riso
junto ao abismo
do mais profundo do olhar
- sabes, sei voar!
desejo que sejas uma ave do paraíso
e salto, no mais profundo abismo
- sabes, nem sei sequer abrir as asas.
sustenho o ar e o riso
1.12.06
dia de tudo
se houvesse um dia, um só dia,
um dia de mudar
vestia o melhor fato, até gravata,
saia na rua a dançar
se houvesse esse dia
bebia o melhor vinho
matava de uma vez só
a saudade de me libertar
se houvesse um dia, meio dia,
a noite seria de estrelas
cintilantes só nos teus olhos
de tanto amar
um dia de mudar
vestia o melhor fato, até gravata,
saia na rua a dançar
se houvesse esse dia
bebia o melhor vinho
matava de uma vez só
a saudade de me libertar
se houvesse um dia, meio dia,
a noite seria de estrelas
cintilantes só nos teus olhos
de tanto amar
18.9.06
claro
claro
que te deixo cair
num sermão desarticulado
de mal dizer
podes morrer
numa overdose
de estupidez
que nada me importa!
porque eu?
quero apenas viver
que te deixo cair
num sermão desarticulado
de mal dizer
podes morrer
numa overdose
de estupidez
que nada me importa!
porque eu?
quero apenas viver
8.9.06
15.8.06
infelicidade
porquê?
porque te julgas importante para me julgar?
de onde vens?
quantas vezes ousaste ser diferente?
que voz queres?
sinto que és infeliz
porque não tens um mar
tens um rio
que não tem foz
porque te julgas importante para me julgar?
de onde vens?
quantas vezes ousaste ser diferente?
que voz queres?
sinto que és infeliz
porque não tens um mar
tens um rio
que não tem foz
9.6.06
madrugar em moçambique
Madrugar é enrolar a neblina
No silêncio das despedidas
Deitar a noite
Numa esteira de luz
Acordar o dia
Com o frio da manhã
No silêncio das despedidas
Deitar a noite
Numa esteira de luz
Acordar o dia
Com o frio da manhã
9.3.06
menino da rua
deste lado do espelho
não há existência, não há cor
no tempo velho
não há infância, só dor
na solidão deste olhar
não encontrei o sol
vi-te desaparecer
no escuro da rua
de mão dada com a lua
neste chão que piso
senti o amargo da vida
do meu menino da rua
não há existência, não há cor
no tempo velho
não há infância, só dor
na solidão deste olhar
não encontrei o sol
vi-te desaparecer
no escuro da rua
de mão dada com a lua
neste chão que piso
senti o amargo da vida
do meu menino da rua
8.3.06
6.3.06
quem sou
que fazes hoje?
que dia é hoje?
dia de passar por ti
dia de te beijar
que dia é hoje?
quem sou eu?
que dia é hoje?
dia de passar por ti
dia de te beijar
que dia é hoje?
quem sou eu?
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