Chora
a nossa alma quando se
perde-se no sonho
na corda bamba
de um equlibrista
Sonha o amor
com a mancha da solidão
no coração amargo
de um amor
16.7.07
18.4.07
4.4.07
paixão
23.3.07
bem-me-quer
quem me conhece?
disfarçado de animal
tão pouco real!
quem me quer?
disfarçado de flor
mal me quer.
quem me vê?
num lago azul
cheio de sombras.
ninguém?
ainda bem...
disfarçado de animal
tão pouco real!
quem me quer?
disfarçado de flor
mal me quer.
quem me vê?
num lago azul
cheio de sombras.
ninguém?
ainda bem...
19.3.07
não tenho o prazer
13.3.07
ruina
perde-se o tempo
numa ruína desejada
criou-se o mar para navegar
sentimos o vento ...
com ele a esperança
mas de nada serve
se não te posso amar
numa ruína desejada
criou-se o mar para navegar
sentimos o vento ...
com ele a esperança
mas de nada serve
se não te posso amar
26.1.07
24.1.07
eu nem sei
abri os braços
junto ao abismo
do mais profundo do olhar
- sabes, sei voar!
desejo que sejas uma ave do paraíso
e salto, no mais profundo abismo
- sabes, nem sei sequer abrir as asas.
sustenho o ar e o riso
junto ao abismo
do mais profundo do olhar
- sabes, sei voar!
desejo que sejas uma ave do paraíso
e salto, no mais profundo abismo
- sabes, nem sei sequer abrir as asas.
sustenho o ar e o riso
1.12.06
dia de tudo
se houvesse um dia, um só dia,
um dia de mudar
vestia o melhor fato, até gravata,
saia na rua a dançar
se houvesse esse dia
bebia o melhor vinho
matava de uma vez só
a saudade de me libertar
se houvesse um dia, meio dia,
a noite seria de estrelas
cintilantes só nos teus olhos
de tanto amar
um dia de mudar
vestia o melhor fato, até gravata,
saia na rua a dançar
se houvesse esse dia
bebia o melhor vinho
matava de uma vez só
a saudade de me libertar
se houvesse um dia, meio dia,
a noite seria de estrelas
cintilantes só nos teus olhos
de tanto amar
18.9.06
claro
claro
que te deixo cair
num sermão desarticulado
de mal dizer
podes morrer
numa overdose
de estupidez
que nada me importa!
porque eu?
quero apenas viver
que te deixo cair
num sermão desarticulado
de mal dizer
podes morrer
numa overdose
de estupidez
que nada me importa!
porque eu?
quero apenas viver
8.9.06
15.8.06
infelicidade
porquê?
porque te julgas importante para me julgar?
de onde vens?
quantas vezes ousaste ser diferente?
que voz queres?
sinto que és infeliz
porque não tens um mar
tens um rio
que não tem foz
porque te julgas importante para me julgar?
de onde vens?
quantas vezes ousaste ser diferente?
que voz queres?
sinto que és infeliz
porque não tens um mar
tens um rio
que não tem foz
9.6.06
madrugar em moçambique
Madrugar é enrolar a neblina
No silêncio das despedidas
Deitar a noite
Numa esteira de luz
Acordar o dia
Com o frio da manhã
No silêncio das despedidas
Deitar a noite
Numa esteira de luz
Acordar o dia
Com o frio da manhã
9.3.06
menino da rua
deste lado do espelho
não há existência, não há cor
no tempo velho
não há infância, só dor
na solidão deste olhar
não encontrei o sol
vi-te desaparecer
no escuro da rua
de mão dada com a lua
neste chão que piso
senti o amargo da vida
do meu menino da rua
não há existência, não há cor
no tempo velho
não há infância, só dor
na solidão deste olhar
não encontrei o sol
vi-te desaparecer
no escuro da rua
de mão dada com a lua
neste chão que piso
senti o amargo da vida
do meu menino da rua
8.3.06
6.3.06
quem sou
que fazes hoje?
que dia é hoje?
dia de passar por ti
dia de te beijar
que dia é hoje?
quem sou eu?
que dia é hoje?
dia de passar por ti
dia de te beijar
que dia é hoje?
quem sou eu?
6.2.06
23.12.05
luz
que o mar se faça de sonhos
que ondas agitem sorrisos
que o vento vos beije ternamente
e lá longe, muito longe
onde as amarras são cabelos finos
que se agitam como velas
com as mãos de luar
cuidem desse sonho
que tudo seja apenas luz
que se agite, inquieta
no vosso olhar
que ondas agitem sorrisos
que o vento vos beije ternamente
e lá longe, muito longe
onde as amarras são cabelos finos
que se agitam como velas
com as mãos de luar
cuidem desse sonho
que tudo seja apenas luz
que se agite, inquieta
no vosso olhar
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